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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dicas para o seu Planejamento.


MATEMÁTICA
NÚMEROS E OPERAÇÕES
RODA DE CONTAGEM
Atividades que estimulem os alunos a buscarem estratégias que facilitem a identificação de quantidades.
COLEÇÕES DE OBJETOS
Formar coleções com diferentes objetos, como: adesivos, lacres de
alumínio,  miniaturas, bolinha de gude, figurinhas, contribui de forma
significativa para que os alunos contem todos os elementos, mantendo a ordem ao enunciar os nomes dos números e observando que o último
número corresponde ao total de objetos da coleção.
SITUAÇÕES PROBLEMAS ENVOLVENDO A REFLEXÃO SOBRE OS NÚMEROS
Situações envolvendo números para que os alunos possam identificar a
função que eles desempenham naquele contexto: números para quantificar, números para ordenar, entre outros.
CONSTRUÇÃO DE FICHAS
Construir  fichas de identificação de cada aluno contendo números que
indiquem diferentes aspectos, por exemplo: idade, peso, altura, número de pessoas que moram na mesma casa, datas de nascimento, número de animais que possui, entre outros, proporcionando um espaço onde as crianças possam trocar as fichas e ler e interpretar as informações numéricas.
SITUAÇÃO PROBLEMA ENVOLVENDO A COMPARAÇÃO DE QUANTIDADES ENTRE COLEÇÕES
Atividades de comparação de quantidades entre duas coleções, verificando se possuem o mesmo número de elementos, ou se possuem
mais ou menos, utilizando para isso diferentes estratégias: correspondência um a um e estimativas.
CALENDÁRIO
Proporciona a reflexão sobre a sequência numérica em uma situação real de consulta.
JOGO DE TRILHA
Proporciona as crianças a marcarem os avanços e recuos numa pista
numerada.
ATIVIDADES QUE ENVOLVAM CÉDULAS E MOEDAS
Favorece as crianças uma situação em que sejam convidadas a resolver situações problemas fazendo uso de cédulas e moedas, como exemplo: o mercadinho em sala de sala de aula, jogo de banco imobiliário etc.
ESPAÇO E FORMA
ATIVIDADES ORIENTAÇÕES JOGOS E BRINCADEIRAS
Que estimulem os alunos a situar-se ou se deslocar no espaço,
recebendo e dando instruções, usando vocabulário de  posição.
Exemplos: Jogos de Circuito, Caça ao Tesouro, Batalha Naval.
CONSTRUÇÃO DE MAQUETES
Produção de maquetes da sala de aula e de outros espaços, identificando semelhanças e diferenças entre uma maquete e uma planta.
PERCURSO
Desenhar o percurso de casa à escola e propor que os alunos troquem e comparem seus desenhos e façam a leitura do percurso dos colegas.
JOGOS DE ADIVINHA
Jogos para adivinhar um determinado objeto referindo-se apenas ao
formato dele.
SÓLIDOS GEOMÉTRICOS
Classificação de  sólidos geométricos a partir de critérios como:
superfícies arredondadas e superfícies planas, vértices, entre outras.

GRANDEZAS E MEDIDAS
ATIVIDADES QUE EXPLOREM PADRÕES DE MEDIDAS NÃO CONVENCIONAIS
Medir o comprimento da sala com passos, palmos, etc.
SITUAÇÕES-PROBLEMA
Situações que envolvam a comparação entre dimensões reais e as de uma representação em escala, percebendo que muitos objetos não podem ser representados em suas reais dimensões, como, por exemplo: um carro, um caminhão, uma casa.
Explorar as noções de perímetro e de área a partir de situações problema que permitam obter a área por decomposição e por composição de figuras, usando recortes e sobreposição de figuras, entre outras.
LINHA DO TEMPO
Construção da linha do tempo para contar a sua própria história ou a história de vida de alguém conhecido ou da própria família.
ATIVIDADES DE ROTINA
Atividades que permitam fazer marcações do tempo e identificar rotinas:
manhã, tarde e noite; ontem, hoje, amanhã;  dia, semana, mês, ano;
hora, minuto e segundo.
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
LEITURA DE DADOS
Leitura e discussão sobre dados relacionados à saúde, educação, cultura,
lazer, alimentação, meteorologia, pesquisa de opinião, entre  outros,
organizados em tabelas e gráficos (barra, setores, linhas, pictóricos) que
aparecem em jornais, revistas, rádio, TV, internet.
LEITURA E CONSTRUÇÃO DETABELAS E GRÁFICOS
Preparação e simulação de um jornal ou de reportagens feitas pelos alunos, comunicando através de tabelas ou gráficos o assunto pesquisado por eles.
SITUAÇÕES-PROBLEMA
Resolução de situações-problema simples que ajudem os alunos a formular previsões a respeito do sucesso ou não de um evento, por exemplo: um jogo envolvendo números pares ou ímpares, o lançamento de um dado.

Dicas para o seu Planejamento.


PRODUÇÃO
     ATIVIDADES EM QUE OS DIFERENTES GÊNEROS SEJAM APRESENTADOS AOS ALUNOS.
      ATIVIDADES EM QUE O PROFESSOR ASSUMA A POSIÇÃO DE ESCRIBA.
      ATIVIDADES DE ESCRITA OU REESCRITA EM DUPLAS.
      ATIVIDADES DE PRODUÇÃO DE TEXTOS (Atividades de produção de textos com a definição de leitor, o propósito e o gênero de acordo com a situação comunicativa).
      ATIVIDADES EM QUE OS ALUNOS SÃO CONVIDADOS A ANALISAR TEXTOS BEM ESCRITOS (Análise de textos de autores consagrados, com a orientação do professor, destacando aspectos interessantes no que se refere à escolha de palavras, recursos de substituição, de concordância e pontuação, marcas que identificam estilos, reconhecendo as qualidades estéticas do texto).
      ATIVIDADES PARA ENSINAR PROCEDIMENTOS DE PRODUÇÃO
DE TEXTOS (Procedimentos como: planejar, redigir rascunhar, reler, revisar).

Dicas para seu Planejamento.


PRÁTICAS DE LEITURA

LEITURA DIÁRIA
Leitura para os alunos, de contos, lendas, mitos e livros de história em capítulos de forma a repertoriá-los ao mesmo tempo em que se familiarizam com a linguagem que se usa para escrever, condição para que possam produzir seus próprios textos.
RODAS DE LEITORES
Nas quais os alunos possam compartilhar opiniões sobre os livros e textos lidos (favoráveis ou desfavoráveis) e indicá-los (ou não) aos colegas.
LEITURA PELOS ALUNOS
Leitura de diferentes gêneros textuais para dotá-los de um conhecimento procedimental sobre a forma e o modo de funcionamento de parte da variedade de gêneros que existem fora da escola. Isto é, conhecerem sua forma e saberem quando e como usá-los.
MOMENTOS EM QUE OS ALUNOS TENHAM QUE LER HISTÓRIAS
Leitura de Histórias para os colegas ou para outras classes  – para que melhorem seu desempenho neste tipo de leitura, possam compreender a importância e a necessidade de se preparar previamente para ler em voz alta.
ATIVIDADES DE PESQUISA
Pesquisa em que os alunos consultem fontes em diferentes suportes (jornal, revista, enciclopédia, etc.) para aprender a buscar informações.
ATIVIDADES DE LEITURA COM DIFERENTES PROPÓSITOS
Leitura com diferentes propósitos: para se divertir, se informar sobre um
assunto, localizar uma informação específica, para realizar algo, propiciando que os alunos aprendam os procedimentos  adequados aos propósitos e gêneros.
ATIVIDADES EM QUE OS ALUNOS, APÓS A LEITURA DE UM TEXTO,
COMUNIQUEM AOS COLEGAS O QUE COMPREENDERAM
Compartilhem pontos de vista sobre o texto que leram, sobre o assunto e façam relação com outros textos lidos.

Dicas para o seu Planejamento.


Leitura em voz alta
Leia textos que eles não leriam sozinhos. Histórias curtas, com pouco  texto e muitas ilustrações  – que podem servir à leitura individual dos alunos –, geralmente não são adequadas a essa situação.
   Escolha textos cuja  história você aprecie. Se a história não for interessante para você, é provável que também não o seja para os alunos.
      A qualidade literária do texto é importante. Isto significa: uma trama
bem estruturada (divertida, inesperada, cheia de suspense, imprevisível);
personagens interessantes e linguagem bem construída, diferente daquela que se fala no cotidiano.
     Evite utilizar histórias que sirvam para dar alguma lição de moral ou mensagem edificante. Geralmente essas histórias têm uma linguagem muito simplificada, metáforas óbvias, enredos totalmente previsíveis e em geral levam a apenas uma interpretação de sentido. Uma boa história permite que cada leitor a interprete de seu modo, gerando múltiplos significados.
      Ler um livro em capítulos ou dividir uma história mais longa em partes
pode ser bastante adequado para as turmas. Isso implica interromper a leitura em momentos que criem expectativa, pedir que os alunos façam antecipações e deixá-los sempre com gostinho de “quero mais”.
     Ouvir a leitura e poder comentá-la já é uma tarefa completa na qual os alunos aprendem muito. Não é necessário complementá-la solicitando que façam desenhos da parte que mais gostaram, dramatizações, dobraduras etc. Além de não serem ações que as pessoas façam ao ler um texto literário, não contribuem para que os alunos aprendam mais sobre o texto nem para que se tornem melhores leitores.
     Além dos textos de literatura, outros materiais de leitura precisam fazer parte da leitura do professor para que as crianças tenham contato com os diferentes gêneros.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Por que é preciso planejar?

  Para que o professor tenha uma ação com objetivos definidos é fundamental que ele conte com instrumentos de registro que o auxiliem na organização e que também sirvam de reflexão sobre sua prática.
  Vários são esses instrumentos, como planejamento (anual, bimestral, semestral, mensal), registro pós-atividade, quadro de rotina etc. Todos eles estão a serviço da organização da prática de sala de aula e da reflexão do professor; portanto, não podem ser vistos como “burocráticos”. Ao contrário, eles auxiliam o professor e a equipe da escola na organização dos conteúdos a serem trabalhados e no modo como isso irá acontecer, estabelecendo metas que deverão ser alcançadas ao final de cada ano ou ciclo. O trabalho em parceria — a divisão de tarefas entre os professores de uma mesma série e de uma mesma área — é necessário para que esses documentos possam ser produzidos, avaliados e reformulados.
  Cabe ressaltar que esses documentos precisam ter certa flexibilidade, de forma que os professores não se tornem reféns dos instrumentos, mas possam reavaliá-los a todo momento. Portanto, a participação da equipe na elaboração é imprescindível, com os professores auxiliando no estabelecimento dos objetivos, projetos etc. É também uma forma de eles se sentirem mais comprometidos com o trabalho que irão realizar.
 
 
 
Baixe o vídeo para formação de professores:







quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Falando sobre a Carta do Leitor para os Professores.

Na maioria dos jornais e revistas, há uma seção destinada a cartas do leitor ― em geral conhecida como "Cartas à Redação", "Painel do Leitor", entre outros títulos.

Essa seção oferece um espaço para que o leitor faça elogios ou críticas a uma matéria publicada, ou mesmo sugestões. Os comentários podem referir-se às ideias de um texto, com as quais o leitor pode concordar ou não; à maneira como o assunto foi abordado (neste caso, um leitor mais conservador pode afirmar que determinada questão foi tratada de forma muito liberal); ou à qualidade do texto em si (pode-se achar que o autor abusou de clichês, por exemplo).

É possível também fazer alusão a outras cartas de leitores, para concordar ou não com o ponto de vista expresso nelas.

Esse tipo de carta apresenta formato parecido com o das cartas pessoais: data, vocativo (a quem ela é dirigida), corpo do texto, despedida e assinatura. Porém, quando necessário, a equipe de redação do jornal ou revista adapta as cartas do leitor a seu estilo e as reduz para encaixá-las na seção reservada a elas, mantendo apenas uma parte do corpo.

As redações dos jornais recebem várias cartas diariamente, por isso você terá de fazer com que sua carta se sobressaia para que seja publicada. Aqui vão algumas dicas úteis:

• Explique logo no início por que você está escrevendo a carta. O método mais simples é expor sua opinião na primeira frase, e mostrar por que você pensa daquela maneira na segunda. Procure sustentar suas opiniões com provas e argumentos. Deixe bem claro seus interesses. A colocação de seus interesses muitas vezes favorece a publicação de sua carta - mesmo que seja apenas para provocar uma resposta.

• Seja conciso. Faça seus comentários, ou exponha sua queixa e argumento, com clareza e vigor. Só enumere as razões e os argumentos que lhe pareçam mais importantes.

• Esforce-se para compor uma carta interessante, inteligível e animada. Tente manter um certo senso de humor mesmo ao discutir assuntos sérios.

• Explique como o assunto em questão o afeta. Tente mostrar-se como um ser humano e não como o dono da verdade.

A quem se dirigir:

Normalmente as cartas enviadas aos jornais e às revistas devem ser dirigidas ao Editor e começar com Prezado ou Caro Senhor (ou Senhora).

A maior parte das cartas enviadas à imprensa é de cunho político, mas os editores apreciam as controvérsias suscitadas por cartas abordando outros tipos de assuntos - especialmente se elas vão estimular mais leitores a enviar suas opiniões.

Quando publicadas, as cartas costumam ser agrupadas por assunto. Assim, reúnem-se as que se refiram à mesma notícia ou reportagem em um mesmo bloco, que recebe um título.

Analisando o processo de escrita e publicação de carta de leitor.

a. Em grupos, analisar o processo de produção de uma carta de leitor a partir da sequência abaixo:

- Leitura e discussão da matéria “Diversão imita o crime” (Anexo 1);
Questionamentos para explorar a notícia:
Qual é a temática central ou a questão discutida?
- Há posicionamentos? Quais?
- E argumentos?
- Quais aspectos serviriam como ponto de discussão?
- Planejamento e escrita de uma carta de leitor para a matéria analisada.

b. Ler a carta no contexto primário (Anexo 2) e discutir: Que aspectos da matéria o leitor escolheu para comentar?

Analisar as adequações da carta de leitor em relação à matéria.

c. Fazer a leitura da carta publicada (Anexo 3) e verificar o que mudou em relação à carta original. Por que mudou?

d. Ler a explicação do editor (Anexo 4) e observar como ele faz para preparar as cartas para publicação.

- Analisar e verificar se ele utilizou os critérios que propôs para editar as cartas.

- A opinião do leitor foi garantida na publicação? O que aconteceu com a carta original?

e. Que outros aspectos são passíveis de discussão a partir da matéria. Se você fosse comentar, qual escolheria? Justifique.

Retomar a carta escrita em grupos e revisar.





Formação Coordenadores Pedagógicos - Projeto Ler e Escrever

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Saiba o que é uma WebQuest e como elaborar a sua.

A WebQuest é uma atividade didática para os ensinos Fundamental, Médio e Superior para incluir nas aulas a Internet, em especial a busca de informação na Rede. Pode desenvolver o pensamento reflexivo e crítico dos alunos, como também estimular a sua criatividade.

O principal objetivo da WebQuest é desenvolver a pesquisa dos alunos em sites da Internet com critérios e perguntas especificadas pelos professores. A busca pode ser realizada em grupos ou individualmente, conforme o tempo disponível, o tema curricular abordado e a idade dos alunos. Contudo, é importante ressaltar que apresenta melhores resultados se realizada em grupos.

Pelas WebQuests, propõem-se aos alunos a resolução de um determinado problema e, ao finalizar a tarefa, eles expõem de algum modo suas conclusões. Os estudantes simulam um papel, por exemplo, ser jornalista para investigar a crise energética que afeta uma região.

Desse modo, as WebQuests utilizam problemas ou situações do mundo real e tarefas autênticas para despertar o interesse dos alunos. Sua base teórica é construtivista, o que permite aos alunos transformar a informação e compreendê-la. Suas estratégias de aprendizagem colaborativa ajudam os estudantes a desenvolver habilidades e a contribuir com o produto final do grupo, que pode ser uma produção escrita, oral ou eletrônica, uma obra teatral, um jornal escolar e um material de divulgação, entre outros.

Podemos distinguir seis elementos em uma Webquest:

Introdução: apresenta as informações básicas aos alunos, orientando-os sobre o que vão encontrar na atividade proposta. Além disso, tem como objetivo despertar o interesse deles para realizar o trabalho, isto é, motivá-los para começar.

Tarefa: descreve o que os alunos deverão elaborar ao finalizar o trabalho. Os projetos podem ser uma página Web, uma apresentação em PowerPoint ou uma exposição oral do tema trabalhado (de acordo com o que o professor planejou).

Processo: especifica os passos que os alunos devem fazer para concretização da tarefa, incluindo orientações sobre como subdividir as tarefas, detalhes dos papéis que podem assumir cada um dos alunos e estratégias de trabalho.

Recursos: disponibiliza aos alunos uma lista de sites Web a serem consultados para a realização do trabalho. Previamente, o professor tem que verificar se esses sites são confiáveis e estão atualizados de acordo com o tema em questão. Essa seleção de sites facilita a navegação pela rede e evita desvios do tema central. Podem ser incluídos outros recursos que não sejam da Internet.

Avaliação: nessa parte, são explicados os critérios que serão utilizados na avaliação do trabalho.

Conclusão: corresponde à finalização da atividade. Apresenta um resumo que leva à reflexão da atividade para reconhecer o que foi aprendido.

Existem várias WebQuest já construídas na Web, e você também pode construir a sua.

Passo a Passo para criar uma WebQuest.








Obs. Quem quiser este manual é só solicitar por e-mail (rbonater@ig.com.br) que eu envio.
Estou disposta a realizar uma oficina com os educadores interessados para que aprendam a criar sua WebQuest. E consequentemente teremos nosso Banco de dados que poderá ser compartilhado neste Blog. Deixe seu comentário ou entre em contato através do e-mail. Bjs. Rô.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Gêneros - Instrumentos de Ensino na Escola.

Usar os gêneros como instrumentos de ensino na escola dá mais significado ao estudo, porque os aproxima da língua que usamos naturalmente em nosso dia-a-dia, seja em comunicações informais, seja em comunicações formais.

Podemos chamar de gêneros secundários os que exigem maior planejamento para serem usados. Precisam ser ensinados na escola para que os alunos possam dominá-los como instrumento de comunicação indispensável para o exercício da cidadania.

Os gêneros secundários são tão numerosos quanto os tipos de situações humanas de comunicação planejadas que existem. Então como escolher os que devem ser ensinados na escola?

Muitos estudiosos tem se dedicado a responder esta questão. Dois desses especialistas, Joaquim Dolz e Bernard Schneuwly, elaboraram uma tabela com grupos de gêneros (orais e escritos) que devem se ensinados na escola. Nessa tabela, os autores organizam os gêneros em agrupamentos: Narrar, Expor, Argumentar, Instruir e relatar.



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Projeto institucional: Formação de Professores Leitores.

Objetivos

- Gerais Incentivar a comunidade escolar a ler livros literários.

- Para a direção Criar condições institucionais de fomento à leitura para os professores e equipe de funcionários

- Para coordenação pedagógica Despertar ou incentivar a leitura de livros de literatura pelo professor de modo a contribuir para sua formação pessoal bem como para sua prática de ensino.

- Para os professores Ampliar o repertório de histórias e autores conhecidos ao participar de situações que envolvam diferentes práticas de leitura (roda de leitores, ouvir histórias lidas pelo coordenador, troca de indicações... ).

Conteúdos de Gestão Escolar

- Administrativa Fluxo de aquisição, empréstimo, troca e reaproveitamento de livros e outros materiais de leitura

- Pedagógica Estratégias para a formação do professor como leitor literário durante e após os encontros de formação continuada.

- Espaço Organização da biblioteca, salas de leitura, murais e demais ambientes dedicados a ler ou divulgar a Literatura

- Equipe A formação dos professores como leitores literários

Tempo estimado

O ano todo.

Material necessário

Livros de literatura, mural, questionário para diagnóstico, textos literários impressos, barbante, pregador de roupas, jornais, revistas.

Desenvolvimento

1ª etapa - Levantamento de informações e do acervo literário da escola

Faça uma pesquisa por meio de um questionário com os professores sobre os livros lidos ultimamente a fim de conhecer os hábitos e as preferências em relação a gêneros, autores, temas....

O questionário deve ser respondido individualmente pela equipe de professores com questões como: Quantos livros você lê por mês?Qual tipo de livro você gosta ou costuma ler? Qual seu autor preferido? De que forma tem acesso aos livros?Quais são os motivos que o impedem de ler? Costuma ir a livrarias ou sebos ou bibliotecas? É associado de alguma biblioteca? Tabule o resultado para depois apresentar à equipe.

Faça um levantamento do acervo literário que a escola dispõe, assim como de locais de acesso a livros próximos a instituição como: biblioteca, sebos, livrarias, sites.

2ª etapa - Compartilhar informações e discutir com a equipe algumas propostas para serem realizadas ao longo do ano

Compartilhe com a equipe de professores os resultados obtidos na avaliação inicial sobre hábitos de leitura assim como o objetivo deste projeto.

Informe ao grupo algumas ações que farão parte dos HTPCs durante o ano de modo a contribuir para a ampliação de repertório leitor assim como a proposta em realizar ao final do projeto um encontro literário entre os professores da escola, e professores de escola próxima. Caso haja espaço a equipe gestora pode convidar alunos e pais para assistir ao encontro.

3ª etapa - Realizar leitura em voz alta no início do HTPC

Leitura em voz alta pelo coordenador: Ler em voz alta um texto literário que deseja compartilhar, que pode ser conto, poesia, crônica entre outros que deverá ser selecionado e preparado antes do HTPC. A escolha do texto não precisa ser feita em função do conteúdo principal ou do tema da reunião, pois o propósito dessa leitura inicial é ampliar o repertório leitor dos adultos e criar hábitos de apreciação de textos. Explicite alguns comportamentos leitores Antes da leitura: compartilhar informações sobre o autor, sobre contexto de produção da obra, dar informações significativas que contribuam para o envolvimento e compreensão do texto. Compartilhe o motivo pelo qual você selecionou esse texto.

Durante a leitura: cuidar da entonação, do ritmo, das pausas da leitura. Depois da leitura: incentivar os professores a: conversar, comentar, dar sua opinião sobre o que foi lido.

Essa atividade deverá ser permanente ao longo do ano.

4ª etapa - Rodas de leitura

Roda de leitura: peça aos professores que tragam para o HTPC um livro (gênero literário que tenham lido e que possa ser emprestado a outros do grupo. Pedir para selecionarem um pequeno trecho como o desfecho ou o cenário, descrição de uma personagem, uma frase impactante do livro que trouxe ou alguma informação relevante sobre o autor para compartilhar no momento da roda de leitura.

Faça uma roda para vivenciarem e explicitarem diferentes comportamentos leitores como: conversar, trocar impressões, fazer indicações sobre os livros trazidos e leitura realizadas.

Incentive o empréstimo entre a equipe. É importante programar ao longo do ano algumas rodas de leitura que podem ser definidas por temas, finais empolgantes, autores preferidos de modo a incentivar a leitura e o desenvolvimento de comportamentos leitores entre os professores.

5ª etapa - Encontro literário

Organizar uma reunião com a equipe e os professores de uma escola vizinha a fim de realizar um encontro literário. Para este dia os professores poderão se inscrever (individualmente, duplas ou trios) para realizar leitura em voz alta, declamar poesias, ou ainda fazer indicações literárias. Este será certamente um ótimo momento para a sua equipe compartilhar o que pode aprender ao longo do projeto assim como incentivar outros professores a mergulharem no universo da literatura.

Outras ações que podem acontecer paralelamente durante o ano:

- Agenda cultural: Compartilhar dicas culturais para os professores como: a programação da cidade ou de municípios vizinhos, a fim de trocar informações que podem contribuir para a informação e o enriquecimento cultural do grupo. Uma indicação de leitura, filme, ou site que venha a alimentá-los culturalmente também é pertinente.

- Organizar um passeio com a equipe de professores a uma livraria, editora, biblioteca ou museu.

- Realizar um HTPC na biblioteca do município ou entorno e propor que cada professor se associe e retire um livro para ler.

- Realizar campanha para ampliar o acervo de livros literários da escola a partir de doações, compras e incentivar o empréstimo para os professores...

- Organizar na sala de professores uma vez por semana o café literário. Expor no mural da sala alguns textos literários que você encontra disponível em diferentes sites especializados caso não tenha mural você pode fazer um varal e pendurar com pregador estes textos de diferentes gêneros que além dos professores estarão também disponíveis para os funcionários.

- Mural de indicações literárias para professores, funcionários e comunidade.

Avaliação e manutenção do projeto

Retome os objetivos do projeto, refaça o questionário inicial a fim de comparar os dados obtidos no diagnóstico e avaliar se houve mudanças de atitudes em relação aos hábitos leitores assim como se ampliaram e diversificaram as leituras realizadas.

Avalie também o envolvimento da equipe e se os professores levaram para a sala de aula algumas das práticas vivenciadas durante o projeto como a realização de rodas de leitura, a leitura em voz alta, se expressam intencionalmente comportamentos leitores às crianças com freqüência: fazem apreciações sobre livros, relêem trechos de interesse ou de difícil compreensão, se remetem ao índice para localizar um item específico, etc.

Este projeto foi pensado inicialmente para os professores, mas pode ser ampliado para os funcionários e comunidade.

Consultoria Renata Frauendorf
Coordenadora pedagógica do Instituto Avisalá, em São Paulo

Fonte: Revista Nova Escola.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Prova Brasil 2011.

A Prova Brasil é um instrumento de avaliação do sistema educacional brasileiro, criado para auxiliar no desenvolvimento e na implementação de políticas públicas. Ela avalia habilidades e competências em leitura, interpretação de textos e resolução de problemas e é aplicada a cada dois anos a estudantes das séries finais de ciclos da educação básica: 4ª e 8ª séries (5° e 9° anos) do ensino fundamental. As médias de desempenho na Prova Brasil compõem o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em cada estado brasileiro.

Os meses que antecedem a aplicação da Prova Brasil devem ser de preparação das escolas. Por isso, é muito importante que todos os professores planejem atividades para os estudantes, identificando os que têm dificuldades de aprendizagem e organizando atividades de reforço e recuperação para todos.

A Coordenação Geral de Ensino Fundamental do Ministério da Educação (COEF/MEC), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), realizou nesta terça-feira, 21, uma videoconferência para esclarecer dúvidas sobre a aplicação da Prova Brasil 2011, que ocorrerá no mês de novembro.

O MEC está disponibilizando em seu portal o caderno de orientação da Prova Brasil 2011, ele não apresenta novidades em seu conteúdo comparado com o de 2009, mas não deixa de ser uma importante fonte de informações para professores e pedagogos conhecerem as matrizes de referência e os descritores de português e matemática do 5º e 9º ano. É uma rica fonte para as escolas montarem os seus planos pedagógicos de intervenções como preparação para a prova em novembro.

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7619&Itemid

Além disso, no Portal do MEC é possível ler e fazer download de simulados da prova, o que permite que os professores possam se preparar e preparar as turmas para a avaliação.

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16640&Itemid=1109

Os simulados são importantes porque trazem exemplos de questões próximas às que serão utilizadas na Prova Brasil.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

Contadores de Histórias Encantadas. Participe!


O que é?
Contadores de Histórias Encantadas é uma ação educativa dirigida aos professores e alunos de 4º e 5º anos de Ensino Fundamental.
Ao longo do percurso proposto, as crianças terão diferentes oportunidades de ouvir, contar e produzir histórias.
Para se aproximar desse universo encantado, as crianças aprenderão muitas novas competências lingüísticas (estrutura de texto, tipos textuais, elementos de gramática, figuras lingüísticas, diferenças e semelhanças entre a linguagem oral e a escrita, ouvir, ler, contar, escrever, corrigir e revisar) que as ajudarão a revelar os segredos de cada história e, por outro lado, a criar seus próprios segredos e as histórias que os escondem.
Foi elaborado de acordo com os princípios do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), um conjunto de projetos, programas, atividades e eventos na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas em desenvolvimento no país, empreendidos pelo Estado (em âmbito federal, estadual e municipal) e pela sociedade.
Contadores de Histórias Encantadas é um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet.

O Concurso Cultural
As histórias (contadas ou escritas) criadas pelos alunos e alunas ao longo do percurso proposto nos materiais didáticos poderão ser enviadas pelos professores responsáveis para a “Central de Relacionamento dos Contadores de Histórias Encantadas”.
As produções serão analisadas por um júri especializado e as 30 histórias escolhidas serão reunidas e publicadas no livro “Contadores de Histórias Encantadas e outras Histórias” que será distribuído gratuitamente para as escolas e bibliotecas de todo Brasil. Todas as histórias encaminhadas para o concurso farão parte do acervo da “Biblioteca Virtual de Histórias Encantadas e outras Histórias”.
Como prêmio especial serão distribuídas câmaras digitais para 15 professores e 15 alunos (3 de cada região do Brasil).
As 5 escolas dos alunos que estiverem no 1º lugar (uma por cada região do Pais) ganharão um Kit Multimídia (data show, notebook e tela para projeção).
Os nomes de todas as escolas e professores participantes serão citados nos créditos do livro.
As produções dos alunos deverão ser enviadas até o dia 12 de agosto de 2011 (vale a data da postagem) para a Central de Relacionamento dos “Contadores de Histórias Encantadas”.

Materiais Didáticos
Os materiais didáticos que integram os “Contadores de Histórias Encantadas” são os seguintes:
(para baixá-los em seu computador, clique com o botão direito sobre o link e vá em ‘salvar link como’)
LIVRO DO PROFESSOR com 15 propostas de atividades simples e criativas para serem desenvolvidas em sala de aula.

Fichas de Histórias: 25 histórias brasileiras para serem utilizadas no desenvolvimento das atividades propostas:


As primeiras 3 mil escolas públicas inscritas receberão, gratuitamente, por correio, todos os materiais didáticos.

Atenção: esta obra e seus conteúdos não podem ser usados para fins comerciais.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Coleção: Falando de Sentimentos.

A Coleção Falando de Sentimentos é destinada ao trabalho com afetividade na escola e na família: são histórias que resgatam a importância e o valor que cada um tem e para isso apresentam temas para falar de si e das relações que se estabelecem com os outros. Falando de seus sentimentos, crianças e adolescentes aprendem a se conhecer e a se respeitar e, assim, podem, então, respeitar os outros... As histórias da coleção tomam, dessa forma, uma perspectiva ética.

Recomendável: a partir de 8 anos.

Abaixo colocarei uma amostra de um dos livros da coleção, juntamente com as atividades propostas.