domingo, 16 de janeiro de 2011

Vamos começar a planejar o mês de Fevereiro para o 1º Ano.

Tempo de conhecer os colegas, o professor e a escola. Tempo de explorar a nova sala de aula e de aprender a conviver com uma nova rotina de trabalho...

Essas três primeiras semanas de aula são mesmo muito especiais para os alunos e também para você, professor, que iniciará um novo ano letivo diante de um novo grupo de alunos. É, sem dúvida, um período de apresentações e de adaptações.

A maior expectativa de quem entra no 1º ano, como sabemos, é aprender a ler e aprender a escrever, mas nem só de leitura e escrita vivem esses meninos.
Assim, pensar na organização dos espaços, nos agrupamentos e nos desafios de uma nova convivência que irá se estabelecer constitui a prioridade para o bom andamento deste trabalho e para as parcerias que irão se configurar.

Muitas crianças que ingressam no Ensino Fundamental vêm de uma experiência na Educação Infantil que possivelmente é forte referência de escola. O que esperam esses alunos? Essa nova escola conseguirá recebê-los de acordo com suas expectativas?

É certo que o status em relação à escolaridade mudou, mas será possível pensarmos em situações que os façam se sentir seguros e menos ansiosos em relação ao que vem pela frente?

Alguns combinados e regras básicas, como aprender os nomes de todos, ouvir um pouquinho de sua história pessoal, deixar que se conheçam, preocupar-se com a arrumação dos espaços e possibilitar que explorem os materiais, podem se configurar em boas situações de convivência e de aprendizagem. Outro aspecto essencial nesse início de relacionamento diz respeito ao uso do tempo. Será importante dosá-lo para que os alunos enfrentem de maneira firme os novos desafios que ora se lhes apresentam. Dessa forma, ficar sentado e imóvel o tempo todo nesses primeiros dias poderá resultar pouco produtivo.

Também se deve considerar que é um período no qual a aprendizagem da leitura e da escrita pode ser iniciada de forma significativa e gratificante. Afinal, é possível aproveitar os eventos que marcam o começo das aulas para desenvolver boas atividades de escrita e de leitura. Até mesmo as atividades de comunicação oral podem ser enriquecidas com conversas em torno desses eventos.

Veja alguns exemplos do que se pode planejar e realizar neste mês:

·               Iniciar o trabalho com o nome próprio, aproveitando este mês para propor atividades de escrita do próprio nome em um contexto real e significativo para os alunos, como a produção de crachás e de etiquetas de identificação para o material escolar.
·               Dar início a uma seqüência de atividades de leitura dos nomes dos colegas e do próprio nome (por exemplo: ler os nomes dos alunos que faltaram, dos parceiros de trabalho e dos ajudantes do dia).
·               Desenvolver atividades de conversação em torno do tema “O meu nome”, estimulando conversas sobre os nomes e sobrenomes dos alunos. Começar o trabalho de apropriação da rotina escolar, desenvolvendo atividades de leitura de informações relacionadas ao dia-a-dia dos alunos na escola.
·               Criar atividades voltadas para a aprendizagem do alfabeto, ou seja, dos nomes das letras e da forma gráfica de cada uma delas.
·               Instituir na rotina diferentes momentos de leitura e de escrita (do professor e dos alunos).
·               Realizar a primeira sondagem do ano para analisar o domínio dos alunos sobre o sistema de escrita e começar a acompanhar o processo de alfabetização inicial de cada um deles.


É importante destacar que a planilha da sondagem que já utilizamos na rede e anexamos ao portfólio dá criança, nos fornece informações sobre aquilo que nossos alunos sabem e o que precisam aprender, portanto ela deverá ser considerada por você na execução de seu planejamento.

            A nossa planilha servirá para registrar os resultados das sondagens e acompanhar as aprendizagens dos alunos ao longo de todo o ano. Depois de realizados o ditado, a tomada da leitura e a análise dos resultados, você deve marcar, no campo referente ao nível de conhecimento de cada aluno, a data em que foi feita a sondagem. Desse modo, você terá não apenas um mapa com a evolução de cada aluno, mas também o ritmo em que estão avançando.


PRIMEIRO NÍVEL → PRÉ-SILÁBICO I
NESSE NÍVEL O MEU ALUNO PENSA QUE SE ESCREVE COM DESENHOS. AS LETRAS NÃO QUEREM DIZER NADA PARA ELE. EU PEÇO QUE ELE ESCREVA "BOLA", POR EXEMPLO, E ELE DESENHA UMA BOLA.

SEGUNDO NÍVEL → PRÉ-SILÁBICO II
O MEU ALUNO JÁ SABE QUE NÃO SE ESCREVE COM DESENHOS. ELE JÁ USA LETRAS OU, SE NÃO CONHECE NENHUMA, USA ALGUM TIPO DE SINAL OU RABISCO QUE LEMBRE LETRAS.
NESSE NÍVEL O MEU ALUNO AINDA NEM DESCONFIA QUE AS LETRAS POSSAM TER QUALQUER RELAÇÃO COM OS SONS DA FALA. ELE SÓ SABE QUE SE ESCREVE COM SÍMBOLOS, MAS NÃO RELACIONA ESSES SÍMBOLOS COM A LÍNGUA ORAL. ACHA QUE COISAS GRANDES DEVEM TER NOMES COM MUITAS LETRAS E COISAS PEQUENAS DEVEM TER NOMES COM POUCAS LETRAS. ACREDITA QUE PARA QUE UMA ESCRITA POSSA SER LIDA DEVE TER PELO MENOS TRÊS SÍMBOLOS. CASO CONTRÁRIO, PARA ELE, “NÃO É PALAVRA, É PURA LETRA”.

TERCEIRO NÍVEL → SILÁBICO
O MEU ALUNO DESCOBRIU QUE AS LETRAS REPRESENTAM OS SONS DA FALA, MAS PENSA QUE CADA LETRA É UMA SÍLABA ORAL. SE ALGUÉM LHE PERGUNTA QUANTAS LETRAS É PRECISO PARA ESCREVER “CABEÇA”, POR EXEMPLO, ELE REPETE A PALAVRA PARA SI MESMO, DEVAGAR, CONTANDO AS SÍLABAS ORAIS E RESPONDE: TRÊS, UMA PARA “CA”, UMA PARA “BE” E UMA PARA “ÇA”.

QUARTO NÍVEL → ALFABÉTICO
O ALUNO COMPREENDEU COMO SE ESCREVE USANDO AS LETRAS DO ALFABETO. DESCOBRIU QUE CADA LETRA REPRESENTA UM SOM DA FALA E QUE É PRECISO JUNTÁ-LAS DE UM JEITO QUE FORMEM SÍLABAS DE PALAVRAS DE NOSSA LÍNGUA.

 A intenção é que o professor também tenha um registro das atividades que desenvolverá com a turma e possa utilizá-lo para construir uma maior consciência da sua ação profissional. Essas informações poderão ser úteis no planejamento das atividades dos meses seguintes, nas reuniões com a coordenação pedagógica e até mesmo no próximo ano letivo, quando você poderá realizar novamente as atividades que se desenvolveram com sucesso e reformular o encaminhamento daquelas que não deram certo.

Registro Semanal:

O que eu vou ler para a turma?

O que eles lerão?

O que eu vou escrever para e/ou com a turma?

O que eles escreverão?

As atividades de comunicação oral?

Anotações sobre o trabalho realizado:

O que deu muito certo...
E os porquês

O que não deu certo...
E os porquês

Dúvidas para resolver com
os colegas professores
e/ou com a coordenação

Observações importantes sobre
este ou aquele aluno

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